Músicos Do Avesso

''No cantar encontro a forma mais ternurenta para dizer o quão grata estou por cada dia que vivo e pelo pequeno “tudo” que tenho.

Canto... porque sou emoção.

Canto... porque sou canção.''

''Aí senti (sem perceber) o quanto a música liga:
a partilha singular, a capacidade de fazer emocionar as pessoas;
o tanto que uma melodia nos transforma, mesmo que por momentos...
Continuo, hoje, sem perceber essa capacidade. Mas é emocionante constatar como as coisas mais simples nos mudam radicalmente a vida.

A Canção de Coimbra deu-me tudo!
Eis chegado o momento de, simplesmente, retribuir...''

''Aqueles sons (da Guitarra de Coimbra) atraíam a minha atenção, levando-me muitas vezes a parar de brincar e a sentar-me no chão à sua frente, ficando simplesmente a ouvir...
Ao reparar nesse meu interesse, sugeriu aos meus pais que eu começasse a acompanhá-la a algumas aulas de guitarra.
Começou assim, tinha eu seis anos, esta minha ligação com este instrumento ímpar - a Guitarra de Coimbra; tudo graças a esta mulher: a filha da Titi Armanda!
Obrigado, Fátima.''

...e no entanto, foi quando ouvi pela primeira vez Carlos Paredes que a música ganhou todo o seu sentido.

A escuta da sua forma de interpretar a guitarra moldou-me a vida...

Músicos Por Vezes Do Avesso

Amadeu Magalhães é um músico especializado em instrumentos populares portugueses. 

Integrante de José Cid & Big Band e Dulce Pontes trabalhou ainda com Fausto, Roberto Leal, Né Ladeiras, Brigada Victor Jara, Realejo, Quadrilha, Anabela, Chico César, Clau, Ginga, Paulo Bragança, Paulo de Carvalho, Terra D’água, Uxia, Zeca Medeiros, Helena Lavouras, Luis Represas, entre outros.

Lecciona instrumentos tradicionais na Secção de Fado da AAC (Associação Académica de Coimbra) desde 1994.

Quando fui desafiado para este tributo à Canção de Coimbra, uma parte desse chamamento soube a regresso.

...Nunca me tinha reencontrado com a música desta cidade, da região que viu nascer os meus avós. 

Estas canções foram a melhor porta de entrada que poderia ter para este universo da música de Coimbra.

Um fenómeno que poderá ter muitos nomes, mas pelo menos esta certeza: vive.

...Para o meu pai a música é que era a casa.

A casa dele, entenda-se, e também a nossa casa.

Vivemos e respirámos a música dele como se fosse nossa.

Acompanhámos cada ensaio e cada concerto e batemos palmas, com quanta força tínhamos (...) 

que nos ensinaram a mais bela lição: a música são os afectos que conseguimos imortalizar com ela.